Matéria do Caderno de Economia do Jornal A Tribuna, de Santos no dia 18 de Janeiro de 2010

Quem investiu em imóveis há um ano só tem a comemorar. E aqueles que deixaram de comprar apostando que o metro quadrado não subiria errou feio. Corretores consultados por A Tribuna avaliam que nesse período os preços aumentaram até 30%. A alta é generalizada e atinge Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá. O delegado de Santos do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Carlos Ferreira, da C. Ferreira Imóveis, afirma que em um ano o preço médio do metro quadrado subiu de R$ 3 mil para R$ 4 mil, um aumento de 33%. Portanto, quem comprou um apartamento de 100 m² por R$ 300 mil no começo do ano passado, embolsou R$ 100 mil no período, desconsiderando-se eventuais depreciações do imóvel. Considerando-se um período maior ainda, o ganho é surpreendente. Um apartamento de um quarto vendido a R$ 90 mil no início de 2008 no Marapé, em Santos, agora, dois anos depois, está sendo oferecido por R$ 140 mil. A alta em dois anos é de 55%. A alta, entretanto, não se restringe a Santos, considerada pelos corretores o "filé mignon" do setor. Em Praia Grande, o corretor da Namastê Imóveis, Wilson Fortino, avalia que na Vila Tupi, onde concentra seus negócios, os preços subiram de 25% a 30% em apenas um ano. Em São Vicente, o corretor Luiz da Silva Gonçalves, da Brisamar Imóveis, estima um aumento mais modesto, mas elevado em comparação a outras aplicações. "O metro quadrado custava R$ 2.700 há um ano e foi para R$ 3 mil". O aumento é de 11%. Guarujá também não fica atrás. O corretor da Stand Imóveis, Edgard Ribeiro Martins, diz que um apartamento usado oferecido a R$ 250 mil na Praia de Pitangueiras há dois anos, hoje custa R$ 350 mil. A alta foi de 40% nesse período. Apesar da euforia com a exploração de petróleo na Bacia de Santos, os corretores afirmam que os motivos para a disparada dos preços são outros. "A economia aqueceu, a renda melhorou e o financiamento ficou mais fácil", diz Martins. Segundo Ferreira, a expansão dos preços não é um fenômeno da região. "É no Brasil inteiro". Ferreira diz que o financiamento é o grande responsável pelo aumento dos preços. "Os preços não sobem apenas pela vinda da Petrobras ou pela qualidade de vida de Santos ou pelos negócios do Porto. Tudo isso tem valor, mas o que de fato pesa é a facilidade para o financiamento".

 

 
 
 
 

 

 
     

 
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